Originado do projeto Diálogo de Investimentos União Europeia–Brasil (organizado por CEBRI, ApexBrasil e EUDEL), este factsheet oferece um diagnóstico crítico sobre o pipeline de infraestrutura brasileiro e suas implicações para investidores europeus e para a agenda de descarbonização.
Os principais pontos levantados pelo documento são:
- A capacidade que o novo desenho da Lei de Concessões (PL 7063/2017) tem de fortalecer a segurança jurídica ao ampliar mecanismos de resolução de disputas, flexibilizar fontes de receita e permitir garantias mais variadas, mudanças que podem reduzir o prêmio de risco e atrair capital privado mais sofisticado.
- Com 495 projetos em avaliação e um volume projetado de cerca de USD 140,3 bilhões, as maiores oportunidades para investidores estão nos modais de transporte (rodovias, ferrovias, mobilidade urbana) e em setores climáticos como resíduos sólidos e iluminação pública; esses segmentos também se alinham às prioridades da Estratégia Global Gateway da UE, criando espaço para parcerias público-privadas transnacionais
- A análise financeira mostra um gap estrutural: investimentos em infraestrutura equivalem a ~2,2% do PIB e precisam praticamente dobrar para atender à demanda, sinalizando oportunidades para co-financiamento multilaterais e instrumentos de mitigação de risco (garantias, blended finance).
- Do ponto de vista climático, o factsheet traz dados da Fase 2 do Programa de Transição Energética (PTE2) liderado pelo CEBRI em parceria com instituições como BNDES e BID. Os dados indicam que deslocar cargas para ferrovias e hidrovias e promover eletromobilidade urbana são medidas-chave para reduzir emissões no transporte; isso cria mercado para tecnologias europeias em trens, sistemas de recarga e projetos de eficiência logística.
Em resumo, o factsheet oferece recomendações práticas (aceleração de corredores de exportação, estruturação de riscos e uso de instrumentos financeiros mistos) que tornam o Brasil um terreno promissor para investidores europeus que busquem impacto climático e retorno estrutural.




