17 de agosto de 2026
Notícias
Indústria química brasileira negocia espaço no mercado europeu em meio às tensões comerciais globais
Diante do novo pacote de tarifas dos Estados Unidos a produtos brasileiros, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) passou a defender que a abertura de novos mercados deixe de ser uma reação conjuntural e vire eixo permanente da política comercial do setor químico brasileiro. A entidade fundamenta essa posição no Plano de Diversificação de Exportações “Caminhos + Negócios”, conduzido pela ApexBrasil, e nas declarações de seu presidente-executivo, André Passos Cordeiro.
Em 2025, o setor faturou US$ 15,5 bilhões com vendas externas, e uma fatia de US$ 2,13 bilhões (pouco mais de um sétimo do total) veio de negócios fechados com compradores estadunidenses. Essa receita, porém, está concentrada em apenas cinco famílias de produtos, com destaque para químicos inorgânicos, orgânicos e aditivos industriais, que respondem por praticamente três quartos de tudo o que o Brasil vende aos EUA. A Abiquim lembra que a indústria brasileira já tem clientela firmada fora do eixo americano e cita especificamente Espanha, Itália e França como pontos de apoio para um avanço mais consistente dentro da Europa.
Para o Brasil, aprofundar essa presença no continente europeu significa não só diluir riscos concentrados em um único parceiro, mas também consolidar categorias como químicos orgânicos e materiais médico-hospitalares em um mercado que já reconhece o produto brasileiro.




