22 de outubro de 2026
Notícias
Romênia é apontada como porta de entrada de empresas brasileiras na Europa Central e Oriental após vigência provisória do acordo Mercosul–UE
Em artigo de opinião publicado em 21 de outubro de 2026 no portal de notícias do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), Radu Magdin, presidente do LIDE Romênia, sustenta que a Romênia deve ser o ponto de partida das companhias brasileiras que desejam ampliar sua presença no continente europeu. O argumento se ancora na vigência provisória, desde 1º de maio, da parte comercial do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que, na visão do autor, acrescentou novos destinos a um circuito de internacionalização historicamente concentrado em Lisboa, Madri, Paris, Milão e Frankfurt.
Segundo o texto, a Romênia reúne aproximadamente 19 milhões de pessoas e uma economia estimada em cerca de 380 bilhões de euros, tendo consolidado nas duas últimas décadas sua inserção nas cadeias industriais do continente, em especial nos segmentos automotivo e de tecnologia. Na avaliação de Magdin, esse perfil alia a previsibilidade jurídica própria do mercado único europeu a um espaço de crescimento já escasso nas economias maduras do oeste. Posicionado no ponto de contato entre a Europa Central, a região balcânica e o Mar Negro, o país conta com o porto de Constança, o maior da bacia, que serve de via de entrada para cargas destinadas ao interior europeu, ao mesmo tempo em que amplia sua geração de energia por meio do gás do Mar Negro e de aportes em fontes nuclear e renovável. Duas empresas brasileiras são citadas como precedentes: A Stefanini concentra na Romênia seu principal polo operacional no continente, de onde atende clientes em mais de dez idiomas, e encerrou 2025 com faturamento recorde no país, já a VTEX escolheu Bucareste para abrigar sua primeira base regional voltada ao Leste e ao centro do continente, a partir da qual conduz o crescimento em países como Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Bulgária e Grécia.
O autor identifica seis frentes de maior afinidade com a oferta brasileira, que abrangem o agronegócio e a indústria de alimentos, a tecnologia, a energia, a infraestrutura, a indústria e a saúde. No campo, o país figura entre os maiores produtores agrícolas da União Europeia, o que abriria espaço para a experiência brasileira em produtividade, beneficiamento e logística, enquanto o elevado montante de recursos europeus reservado a obras nos próximos anos tende a atrair investidores, fornecedores e construtoras com histórico em empreendimentos de grande porte. Como desdobramento, o LIDE Romênia será lançado em novembro, em Bucareste, como a primeira representação do grupo na região central e oriental da Europa, com o objetivo de organizar missões empresariais, reuniões entre presidentes de companhias e a apresentação de projetos específicos, e, caso a experiência prospere, de avançar depois sobre Varsóvia, Praga, Budapeste e Sófia.
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